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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Dois filmes do Brasil serão financiados em projeto da Comissão Europeia

A Comissão Europeia anunciou hoje uma ajuda de 5 milhões de euros para financiar 40 projetos de cinema em que serão beneficiadas produções latino-americanas, entre estas duas brasileiras.

Um deles é uma parceira com uma fundação espanhola e a outra é uma atividade de cooperação entre o Brasil e o Uruguai, ambas vão receber 80 mil euros.

Bruxelas espera que o financiamento contribua para consolidar as relações culturais e comerciais entre o cinema europeu e o de países de fora da União Europeia (UE), revelou a Comissão em comunicado.

O financiamento será realizado por intermédio do programa Mídia Internacional, uma iniciativa com duração de três anos (2008-2010).

A Comissão afirma que em comparação com o ano passado os fundos e o número de projetos selecionados dobraram.

Dos 40 projetos selecionados, 23 serão programas de formação, nos quais vão participar profissionais europeus e do resto do mundo com o objetivo de aprofundar as condições de funcionamento, os marcos jurídicos e o financiamento dos mercados audiovisuais.

A UE vai financiar ainda quatro projetos de distribuição de filmes.

Além disso, a UE apoiará com 900.000 euros a "Europa Cinemas", uma rede de 342 cinemas na Europa e 183 nos demais países, com projeção de filmes europeus, mediterrâneos, asiáticos e latino-americanos. No Brasil, existem 28 salas.

Por último, a Mídia Internacional vai ajudar dois projetos dirigidos a aumentar o público potencial de filmes estrangeiros.

Ao todo, a CE recebeu 95 solicitações. Os recursos são destinados para execução, promoção, distribuição e projeção dos filmes.

fonte: EFE / uol cinema

domingo, 12 de abril de 2009

RioFilme quer atrair cineastas para filmagens no Estado

"A ideia é fazer com que a RioFilme volte a ser relevante, mas com perfil distinto, pois o mercado hoje é diferente", diz o diretor-presidente, o jornalista Sérgio Sá Leitão. "Quando ela surgiu em 1992, não havia distribuidoras, senão as majors (gigantes estrangeiras). Hoje, não é preciso que a RioFilme atue diretamente na distribuição. Queremos fazer isso com outras empresas."

Ex-diretor da Ancine, ele lembra que, ao assumir o cargo, no início do ano, constatou que, do jeito que estava, era melhor fechar. "Mas dá para fazer outra coisa...", pensou. Sua meta é tornar o Rio mais atraente para os cineastas. "A gente estava perdendo filmes para Paulínia. O Sérgio Rezende, carioca, foi filmar Salve Geral lá, porque a cidade entrou com R$ 500 mil."

Os próximos lançamentos: Praça Saens Pena, de Vinicius Reis, Diário de Sintra, de Paula Gaitán, e Tempos de Paz, de Daniel Filho, Elza, de Izabel Jaguaribe, Simonal, Ninguém Sabe o Duro Que Dei, de Claudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal, entre outros. Esses são casos em que a empresa age na distribuição, na produção ou em ambas. A grande expectativa é em relação à produção carioca Divã, que será distribuído em parceria com a Downtown e cuja estreia, dia 17, estava sendo adiada por falta de recursos, apesar de seu grande apelo popular. Os R$ 500 mil da RioFilme garantiram a chegada do filme de José Alvarenga Jr às salas. "Por circunstâncias históricas, a empresa se tornou nacional. Isso não faz sentido hoje", diz Leitão.

Os investimentos serão distribuídos da seguinte forma: a cada cinco filmes, dois têm de apresentar grande potencial de público - atores globais como Lilia Cabral e Reynaldo Gianecchini -, dois têm de combinar este potencial e prestígio e um será uma "aposta". O ano de 2009 deverá ser fechado com dez filmes lançados. Em 2008 foram sete. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

fonte: yahoo cinema

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

SAv lança programa de capacitação

Foi lançado nesta terça-feira, 20 de janeiro, em São Paulo, o PIC – Programa Internacional de Capacitação em Animação e Documentário, fruto de uma parceria entre o Brazilian TV Producers, programa de exportação de conteúdo para TV da ABPI-TV (Associação Brasileira de Produtores Independentes de Televisão) com a Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) e a SAV/MinC.

Na coletiva de imprensa realizada às 10h, no Hotel Renaissance, estiveram presentes Silvio Sa-Rin, secretário do Audiovisual, Mauricio Borges, presidente da Apex Mário Diamante, diretor da Ancine, o consultor internacional Jacques Bensimon e representantes da ABPI-TV, do Ministério das Relações Exteriores e do PAC Mais Cultura.

À tarde foram realizadas mesas de debates com as emissoras de TV sobre suas linhas editoriais e necessidades na programação.


fonte: filme B

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Brasil assina novo acordo de co-produção com a Itália


Nesta quinta-feira, 23 de outubro, o ministro da Cultura Juca Ferreira foi a Roma firmar um novo acordo de co-produção cinematográfica com a Itália. Junto ao senador Sandro Bondi, ministro da Cultura italiano, será assinado um novo documento, que traz algumas novidades em relação ao acordo anterior entre os países, de 1970.


A principal mudança está nas porcentagens de participação. Ao invés do tradicional 70-30%, o novo acordo define uma participação mínima de 20% de cada país, e máxima de 80% do total de custos da produção. Na mesma proporção de 80-20%, as produções podem ainda ocorrer exclusivamente via aportes em dinheiro. Além disso, a renovação do acordo mantém ainda os benefícios tradicionais para as produções realizadas, o que inclui o tratamento dos filmes como nacionais em ambos os países, permitindo direito a todos os benefícios e acesso às leis de incentivo e fundos de financiamento.


Com grande importância para o cinema nacional, o acordo de co-produção Brasil/Itália voltou a ganhar força após 2007, quando foi restabelecido em duas produções – Estômago, de Marcos Jorge, e Birdwatchers, de Marco Bechis, que abriu a Mostra Internacional de Cinema em São Paulo na última semana.

fonte: revista de cinema

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

TV Cultura pode lançar Funcine para animação até o fim de 2008


A Fundação Padre Anchieta está trabalhando na sensibilização de um grupo de investimento internacional para a criação de um fundo específico para a produção em animação. A expectativa é que até o fim de 2008 haja uma resposta, afirmativa ou não, para o lançamento do novo Funcine.

“Como o fundo não conhece o dia do cinema, procuramos mostrar, com o know how tanto da TV Cultura como a TV Rá Tim Bum, que a necessidade é de um Funcine específico para a animação, não apenas para outras áreas”. Segundo Alves Garcia, a experiência da Fundação pode contar para o fechamento do negócio. “Esse é o nosso grande trunfo”.


A possível criação de um fundo não é a única medida para o aquecimento da produção do setor. Segundo o diretor da Ancine, Sérgio Sá Leitão, a agência estuda a criação de um pólo de animação nos moldes do Porto Digital, em Recife, que envolveu Estado e iniciativa privada. O pólo seria um espaço para o incremento e redução dos custos de produção, reforçando o uso comum de infra-estrutura, estimulando trabalhos colaborativos. Recursos do Fundo Setorial do Audiovisual podem vir a ser incorporados.

fonte: revista de cinema

Brasília vai lançar film commission em novembro


Será lançada em novembro, durante o Festival de Brasília, a Brasília Film Commission, entidade que vai unir público e privado para atrair filmagens na região. A informação é de Ana Cristina Costa e Silva, presidente da Abrafic (Associação Brasileira de Film Commissions), entidade criada em 2006 no mesmo Festival de Brasília.

Brasília foi escolhida pelo Ministério do Turismo como destino indutor do turismo cinematográfico. A Brasília Film Commission vai reunir o governo distrital, operadores de turismo, entidades do audiovisual e um núcleo de filmagem (que vai dialogar diretamente com instâncias do Estado para facilitar trâmites burocráticos).

“Brasília tem mão de obra suficiente para o volume atual de produção. Atraindo filmagens, haverá mais demanda por mão de obra, o que é muito bom”, avalia Ana Cristina. A equação é: maior produção local = necessidade de mão de obra = aumento de empregos e crescimento da indústria.

Estima-se a existência de 20 film commission no Brasil – entre as consolidadas e as que ainda tateiam. Formam o grupo das entidade sólidas a RioFilme Commission, São Paulo Film Commission, Minas Film Commission e Bahia Film Commission.

fonte: revista de cinema

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Comitê aprova diretrizes do Fundo Setorial


Fundo Setorial do Audiovisual tem R$ 40 milhões disponíveis para 2008, na aplicação de produção de cinema, TV e distribuição

O Comitê Gestor do Fundo Setorial do Audiovisual aprovou na sexta-feira (01/08) as diretrizes do fundo que vai injetar, em 2008, R$ 40 milhões na produção de cinema, produção independente de TV e distribuição.

O fundo vem com o intuito de aquecer e ampliar o mercado cinematográfico brasileiro, tentando incrementar uma real indústria do audiovisual. Uma das diretrizes aprovadas pelo Comitê Gestor é “atuar em gargalos específicos deficientemente contemplados pelos mecanismos de fomento vigentes”.

O comitê definiu também que o Fundo Setorial tem de “melhorar a posição competitiva das empresas brasileiras independentes”, “ampliar o consumo das obras audiovisuais brasileiras” e “estimular a produção de conteúdo com alto grau de competitividade nos mercados doméstico e internacional”.

Em entrevista à Revista de CINEMA na edição deste mês, o diretor da Ancine, Sérgio Sá Leitão, explica que “grande parte dos recursos do Fundo será alocada em projetos com evidente potencial de resultado econômico e de inovação, para além do impacto cultural”. Na produção de cinema, serão privilegiados projetos com contrato de distribuição já garantido. “O Fundo Setorial não pode ser mais do mesmo”, afirma.

Confira as diretrizes definidas pelo Comitê Gestor do Fundo Setorial:

-- Melhorar a posição competitiva das empresas brasileiras independentes do cinema e do audiovisual nos mercados interno e externo;

-- Atuar em gargalos específicos deficientemente contemplados pelos mecanismos de fomento vigentes;

-- Ampliar o consumo das obras audiovisuais brasileiras;

-- Estimular modelos de negócios menos dependentes dos recursos públicos e compartilhar os riscos inerentes da atividade audiovisual entre os agentes públicos e privados;

-- Aperfeiçoar a atividade artística, técnica, gerencial e financeira das empresas brasileiras do cinema e do audiovisual;

-- Estimular a produção de conteúdo cinematográfico e audiovisual com alto grau de competitividade nos mercados doméstico e internacional;

-- Aperfeiçoar a capacitação profissional do setor audiovisual.

fonte: revista de cinema online